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TREINADOR

Prof. JOAO BASTOS

Cuidados com a Piscina

(REGIÕES DO HEMISFÉRIO NORTE)

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Temperatura da água ideal para piscinas de uso misto
Tabela de temperatura da água durante
o ano em Piscinas com uso exclusivo
para o treinamento competitivo.
Temperatura da água ideal para piscinas de treinamento
Tabela de temperatura da água durante
o ano para Piscinas de uso misto e treinamento competitivo.
Temperatura Ideal para Piscinas de Uso Misto
Aulas de Natação - Treinamento - Hidroginástica
Classificação das Diferentes Temperaturas
da Água em Piscinas 

• O ideal para prática de atividades aquáticas não competitivas deve ser entre 27 e 29 graus.

 

• Para prática de competição segundo a FINA, o ideal é de 25 a 28 graus. Uma piscina acima de 29 graus pode provocar um aumento de fluxo sanguíneo nos músculos e um aumento da pressão sanguínea, podendo causar desmaios.

 

• A água quanto mais aquecida, maiores são as possibilidades de aumento de fungos ou bactérias, já que passam a ser meio de cultura.

Os perigos escondidos nas piscinas mal cuidadas

AS PISCINAS DESCOBERTAS SÃO MAIS SAÚDAVEIS QUE AS COBERTAS.

OS PERIGOS DAS PISCINAS COBERTAS COMEÇAM A SER AVALIADAS PELOS CIENTISTAS.

 

Você imagina quanto tempo passa um nadador/aluno na piscina durante meses ou anos ? Dependendo do aluno e de sua aula pode ser um tempo muito grande . Você imagina quanto cloro estes nadadores aspiram por semana ? De 20 a 35 gramas .

Pesquisadores espanhóis do Instituto Nacional de SALUD E HIGIENE en EL TRABAJO realizaram estudos em Barcelona, a fim de avaliar a possibilidade de ocorrências de problemas de saúde em nadadores em exposição constante ao cloro.

O QUE ACONTECE NA SUPERFÍCIE?

 

O cloro como forte agente oxidante evapora das piscinas, podendo ser respirado durante a natação principalmente em LOCAIS FECHADOS. Medições da concentração de cloro na superfície (até 10 cm de altura) de diversas piscinas indicaram nível médio de 0,30 mg. Não é crítico. Este valor está muito distante do limite máximo que é de 1,45 mg. Então, qual é o problema? O problema é que este limite pode ser alcançado facilmente e até superado se nós considerarmos o tempo que passa o nadador em uma piscina, sem falar no professor que passa o dia inteiro no interior da mesma.

A concentração de cloro no micro cosmos onde o nadador respira está abaixo do limite tóxico, ainda assim, no exterior, os pesquisadores tem estudado a possibilidade de correlacionar esta inalação a problemas respiratórios que têm sido reportado por nadadores.

AMBIENTE ARTIFICIAL

 

Piscinas cobertas são verdadeiras biosferas artificiais mal acabadas. Falhas no sistema operacional no controle da qualidade da água e ambiente fechado são os principais responsáveis por todos os problemas. Poderíamos até inocentar o cloro. Vejamos como isso acontece. Cloro puro se respira pouco na piscina, o que realmente é inalado são as cloraminas. Elas representam um subproduto da reação do cloro com a água suja de materiais orgânicos (urina, suor, secreções corporais, etc.) Na inalação das cloraminas, adquire-se irritação do trato respiratório e o contato com o ar cloraminado causa irritação nos olhos e coceira na pele. Lembramos que é no período do inverno onde as pessoas passam mais tempo em ambiente fechados e são quando surgem com maior frequência doenças do aparelho respiratório. No verão, onde as pessoas passam maior parte do tempo em ambiente aberto, é que se surgem menos doenças. A explicação desse caso é simples: quando estamos em ambiente fechado somos mais propensos a doenças, pois na vida normal ou na piscina o ambiente artificial é meio de cultura de fungos, ácaros e bactérias que se multiplicam e se manifestam neste local.

Pesquisas apontam que quando a temperatura da água da piscina atinge os 29 graus Celsius, o nível de evaporação do cloro e compostos aumenta a um nível prejudicial aos seus frequentadores. Consequentemente, com o nível de evaporação maior, aumenta-se também o nível de umidade, desencadeando uma proliferação acelerada de fungos, bactérias e vírus no ambiente. Com isso faz-se necessário uma maior adição de cloro na água, gerando mais gastos e vapor de tricloramina, o que, como dissemos, é prejudicial à saúde.

A EXPERIÊNCIA DOS CANADENSES

 

O Dr. JIM POTTS, desenvolveu uma pesquisa com alunos e atletas de natação em 1994 para a BRITISH COLUMBIA UNIVERSITY no Canadá. Os resultados respiratórios são espantosos. Entre atletas pesquisados encontram-se : BRONQUITE (24,9 %), febre dos fenos (16.9%), asma ( 13,4%) e pneumonia (10,2%). 544 alunos/nadadores, ou seja, 73,8% dos entrevistados afirmaram desenvolver problemas respiratórios e isso estaria associado à crescente exposição a produtos irritantes na química da piscina.

NOTA IMPORTANTE: AMBIENTE ÁQUÁTICO EM CONSTANTE VENTILAÇÃO É INDISPENSÁVEL!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

- Direcção-Geral da Saúde (DGS), Circular normativa nº 14/DA, de 21 de Agosto de 2009. Programa de Vigilância Sanitária de Piscinas: 
http://ssaude.files.wordpress.com/2010/12/cn14.pdf

 

- Decreto-Lei n.º 82/2009, de 2 de Abril: 
http://dre.pt/pdf1s/2009/04/06500/0206202065.pdf


- Designing for IAQ in Natatoriums, American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers (ASHRAE), 2012:
https://www.ashrae.org/resources--publications/periodicals/ashrae-journal/features/designing-for-iaq-in-natatoriums

 

- Guidelines for recreational water environments. Volume 2: Swimming pools and similar environments”, (2006), da Organização Mundial de Saúde:
http://whqlibdoc.who.int/publications/2006/9241546808_eng.pdf

 

AFSSET. (2010).

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Piscinas – Tratamento de água e utilização de energia.Edições Politema. Fundação Instituto Politécnico do Porto. Porto.Bernard, A., Carbonnelle, S., Michel, O., Higuet, S., Burbure, C., Buchet, J-P., Hermans, C., Dumont,X., Doyle, I. (2003). Lung hyperpermeability and asthma prevalence in school children: unexpectedassociations with the attendance at indoor chlorinated swimming pools. Occup. Envir. Med. 60: 385 – 394.

 

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Cahiers de NotesDocumentaires – Hygiene et Securité du Travail, nº 201: 9-18.Héry, M., Hecht, G., Gerber, J. M., Gendre, J. C., Hubert, G., Rebuffaud J. (1995). Exposure tochloramines in the atmosphere of indoor swimming pools.Annals of occupational Hygiene .Vol 39, No4: 427-439.

 

Jacobs, J.H., Spaan S., van Rooy G.B.G.J. , Meliefste, C., Zaat V.A.C., Rooyackers., J.M., Heederik. D.(2007). Exposure to trichloramine and respiratory symptoms in indoor swimming pool workers. Eur Respir J. 2007; Vol. 29, nº 4: 690 – 698.

 

Nemery, B., Hoet, P. H. M., Nowak, D. (2002). Indoor swimming pools, water chlorination andrespiratory health. Eur. Respir. J. 19: 790-793.Parrat, J. (2008). Evaluation de l’exposition à la trichloramine atmosphérique de maîtres nageures,employés et utilisateurs dês piscines couverts des cantons de Fribourg, Neuchâtel et du Jura. Rapportpour Laboratoire Intercantonal de Santé au Travail. Peseux. Suíça.Rylander, R., Victorin, K., Sörensen, M. (1973).

 

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Outras Fontes de Pesquisa:

 

FINA

Regras da Fina 2013 - 2017.pdf (Temperatura da Água FR 2.11) (download)

 

LEGISLAÇÃO

Práticas Sanitárias nas Piscinas.pdf (download)

Decreto Estadual no 13.166/79

Decreto-Lei nº 79/2006
Lei Estadual no 9.975/98
Lei Municipal no 13.725/04 (Código Sanitário do Município) Lei Municipal no 13.993/05
Decreto Municipal no 50.225/08
Portaria Municipal SMSG no 562/04

 

NORMAS DA ABNT SOBRE PISCINAS

NBR 9818/1987 - Projeto de execução de piscinas – Tanque e entorno

NBR 10339/1988 - Projeto de execução de piscinas – Sistema de recirculação e tratamento

NBR 10818/1989 - Qualidade de água de piscinas

NBR 10819/1989 - Projeto e execução de piscinas (casa das máquinas, vestiários e banheiros)

NBR 11238/1990 - Segurança e higiene de piscinas NBR 11887/2003 - Hipoclorito de cálcio – Especificação

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